Não me Sentia Merecedora de Coisas Boas

Não me Sentia Merecedora de Coisas Boas…

Relato de Martha, 40 anos, professora universitária, casada, mãe de duas filhas.

Quando procurei ajuda na psicoterapia, encontrava-me em um estado espiritual e psicológico bastante confuso. Os dois fatores, na minha opinião, sempre estiveram intimamente ligados. Eu me enxergava uma pessoa menos bonita, menos culta, menos apresentável e menos digna de receber amor do que as outras pessoas do meu convívio. Tinha muita dificuldade de expor o meu ponto de vista sobre praticamente todos os assuntos. O que eu procurava fazer era tentar saber o que as outras pessoas com as quais eu estava conversando pensavam, para poder dizer o que vinha ao encontro de suas convicções. Imaginava que assim, seria aceita por elas. Esse modo de agir me trouxe problemas de autoestima e, conseqüentemente, passei a ter dificuldade de praticar qualquer ato que me desse algum prazer. Não me sentia merecedora de coisas boas. Compreendi os traumas que me faziam sentir assim, e com a eficiente ajuda da psicoterapia e com o amor do meu querido marido e filhas, hoje tenho plena consciência de que sou umas pessoa inteligente e culta, capazes de expor os meus pontos de vista. Ah! E caso não saiba de alguma coisa, não tenho dificuldade nenhuma em dizer que não tenho conhecimento nenhum sobre o assunto em questão. Freqüento uma academia onde tem muitas pessoas bonitas, tanto quanto eu, e me sinto muito orgulhosa de ser digna do amor de um homem tão maravilhoso como o que eu tenho e de ser a mulher para acompanhá-lo a qualquer tipo de evento.
Passei por Três Hospitais até Chegar à Internação numa Casa de Saúde…
Relato de Marcela, 26 anos, musicista.
Devido a uma vida desregrada, alimentação inadequada e mistura de álcool com medicamentos, entre outras coisas, tive um surto (episódio onde a realidade se mistura com irrealidade). Eu, consciente, via tudo passar pela minha mente em altíssima velocidade, mas não conseguia falar nem reagir. Eu tentava fazer o sinal-da-cruz e meus braços não respondiam, comecei então a rezar várias vezes, numa repetição frenética, então tudo foi se aclarando. Fui medicada e passei por três hospitais até chegar à internação numa casa de saúde. Eu continuava me sentindo sozinha, mesmo com família ou em grupos de amigos. Depois procurei por psicoterapia e há vários anos eu me sinto bem melhor! Durante o tratamento, os meus familiares estiveram sempre junto a mim e amigos de verdade não faltaram. Vivo normalmente, trabalho e estudo. Sei que durante toda a minha vida sempre existiu quem fizesse orações por mim.
A todos e a Deus agradeço de coração. A religiosidade, herança materna e paterna que me acompanhava a vida inteira, fez muita diferença (e ainda faz) na boa vida que tenho…